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quinta-feira, 24 de março de 2016

Que é a escola?

Qual seria a escola que você gostaria de estudar ou ter estudado?
 Manual de Educação e Ensino

Provavelmente, essa seja uma pergunta que gere muitas posições e controvérsias. Então, vamos tomar como partida para esse texto, um comentário extraído da internet:
A escola é uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Leia mais em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola
Na teoria, essa afirmação é bastante pragmática. Define muito bem o que é a escola: um lugar onde se ensina e se aprende. De fato, tudo poderia ser simples assim.

Porém, em nosso dia a dia em uma escola, seja um aluno ou um professor, experimentamos algo totalmente diferente do que se prega acerca da escola.

Talvez, você possa me perguntar: em que sentido?

Deixe-me explicar: Compreendo que, embora haja bastante interesse por parte de professores e gestores de escola, há também uma lacuna muito grande em sua gestão política-administrativa.

Por exemplo, não há, de maneira mais concreta, um currículo de ensino que possa envolver todos os estados da Federação em um posicionamento unificado que contemple a base e o necessário para que todo aluno tenha uma aprendizagem significativa e estrutural, de modo que, este, caso seja transferido para qualquer região do país, não encontre dificuldades em seu processo de aprendizagem. Claro, respeitando os valores culturais de cada região.

Mas há outra consideração a ser feita: Será se o ensino médio não difere consideravelmente do ensino fundamental? Em caso afirmativo, não seria interessante que se pensasse esses dois níveis de ensino sistemático, partindo de perspectiva que fosse direcionada para cada nível em especial?

No entanto, compreende-se que esse planejamento pedagógico deveria nascer no seio da escola, em que todos os envolvidos, direta ou indiretamente, pudessem expressar de maneira atenciosa e respeitosa seu posicionamento acerca da construção de uma escola que seja o anseio da grande maioria.

Não se pode pensar a educação de maneira isolada. Não se pode pensar a escola onde os alunos, os professores, os gestores e a comunidade em geral envolvida em seu contexto, não tenham liberdade de expressão.

É possível construirmos uma escola diferente, desde que se dê voz a todos que, de fato e de verdade, constroem a escola e a educação deste país.

É possível pensar uma escola onde todos tenham prazer em estar numa sala de aula.

É possível se pensar em uma escola pública que seja o orgulho de nossa gente. Bastam apenas decisões políticas sábias e participação solidária da comunidade civil desta grande Nação Brasileira.

Qual a escola que desejamos construir e deixar para nossas gerações futuras?

Um grande abraço!

Professor Rivaldo Neri

Se desejar conhecer um pouco mais de nosso posicionamento acerca desse tema, leia o livro, “MANUAL DE EDUCAÇÃO EENSINO”, organizado pelo professor Alexandre Vieira, com minha participação no capítulo, 4, Educação Brasileira. Acesse o livro aqui:



sábado, 20 de fevereiro de 2016

A revolução na Educação Brasileira – final
O tempo passa! E a cada ano o CIEA vai ganhando mais espaço no cenário mundial, ou melhor, virtual. Em quase toda parte do mundo se ouve falar no CIEA. O doutor Pedro Paulo torna-se conferencista internacional e diretor-presidente dessa renomada instituição de ensino de referência, sendo constantemente convidado para ministrar palestras em praticamente todas as grandes metrópoles internacionais.
No Brasil, o governo começa a aderir ao sistema de ensino virtual. Muitas escolas particulares já disponibilizam cursos cem por cento online. Novas tecnologias de informatização são implantadas. A cada dia, o número de computadores interligados à grande rede virtual aumenta. O Intercâmbio entre escolas de diferentes nacionalidades cresce a passos gigantescos. A língua portuguesa, devido ao avanço da tecnologia informatizada no Brasil, passa a ser o primeiro idioma mais falado no mundo. Praticamente, em todo parte tem alguem que domina o nosso idioma. Cursos em Língua Portuguesa são oferecidos a todo o mundo. A formação de professores passa a ser a grande preocupação e investimento do governo brasileiro. Ser professor no Brasil, representa agora status internacional. O menor salário pago a um professor, no Brasil, ultrapassa a cifra de 50 mil reais. O professor passa a ter tratamento com honraria.
Estes são os novos tempos. Ano de 2050 em que a tecnologia de informação propagou o Brasil aos quatro cantos do mundo. Somos referência mundial em educação e informatização. Somos um país que impõe respeito lá fora e orgulho de nossa gente.
O CIEA - Centro Internacional de Educação a Distância tem sua sede transferida para o Brasil. Seu diretor-presidente continua sendo o doutor Pedro Paulo. Sua força de vontade, seu dinamismo, e, principalmente, seu amor ao semelhante, tornaram-lhe um líder de referência internacional. Convidado a ser Ministro de Educação do Brasil, assim o respondeu: "Em nosso país temos gente nova muito mais capaz que eu, demos, portanto, preferência a esses novos talentos".
Ah! Você quer saber o que aconteceu ao Centro do Saber? Como fora previsto pelo doutor Pedro Paulo, deixou de existir. Em seu lugar fora criado um museu que retrata a história de um povo que não estava preparado para as mudanças. O guardião desse museu é o antigo professor Jonas. A servidora de limpeza é..., sim, a ex-professora  Matilde da Glória. 
Quanto ao senhor diretor, dizem que ele mora de favor em um asilo para velhos. Ainda está lúcido, mas muito deprimido, acreditando que o antigo sistema de ensino vai voltar.
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Rivaldo Neri

Ex- radialista, graduado em Letras, professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal , formado em bacharel em Teologia, e concluinte do curso de Psicologia, 1º semestre de 2016.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A revolução na Educação Brasileira – parte 02

O tempo segue e as coisas na escola continuam do mesmo jeito. São as mesmas estratégias pedagógicas ano após ano. Em conversa discreta com um colega de mais tempo naquela instituição, o professor Pedro Paulo toma conhecimento que há pelo menos sete anos as práticas pedagógicas são as mesmas no Centro do Saber. Em contato também com alguns alunos, ele percebe que muitos estão mal acostumados a seguir estritamente as orientações dos "mestres", quando seguem, se é que seguem realmente.

Diante dessa angústia que vai tomando conta desse simples professor, resolutamente decide que precisa fazer alguma coisa.
Certo dia, em uma coordenação pedagógica ordinária, resolve falar. Seu pronunciamento parte do ponto de que essas práticas de ensino adotadas são a causa do baixo rendimento dos alunos. Mas logo é interpelado, desta vez não pelo professor Jonas, mas pela professora Matilde da Glória, que ironicamente o taxa de ridículo tudo isso que o professor Pedro Paulo estar a defender (ele falava exatamente de trocar o estilo tradicional de ensino para a aprendizagem significativa).
"Mas que é isso, professor Pedro Paulo, o senhor é apenas alguém com experiência mínima no ensino. Isso é fruto de um imaginário sonhador que não conhece a realidade de nossa escola. Nós há muito tempo que estamos fazendo assim e tem dado certo. Se alguns alunos reprovam é porque não estão interessados". Desta vez foi o Jonas que bradou.
Reuniões e mais reuniões iam acontecendo e sempre o professor Pedro Paulo era combatido em suas ideias de mudança. Cansado disso, decidiu que deixaria aquela escola. Era uma decisão muito séria a que estaria para tomar, mas era preciso. Não podia mais esperar.
Decisão tomada, decisão cumprida. No dia 22 de dezembro de 2000, o professor Pedro Paulo pela última vez leciona naquela escola. Ele finalmente parte em busca de novas propostas de ensino.

Continua no próximo post

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Em nosso post de hoje, queremos expressar um pouco nosso lado poético:

Palavras...

Com as palavras eu já disse quase tudo que sinto. Também já ouvi as mais lindas histórias de amor.

Amor e Paixão, estas palavras se uniram pelo desejo incontrolável de dois corações que se amam e buscam momentos eternos de felicidade. 

Paixão sem amor não é sentimento; paixão com amor é....eternidade...

Palavras... Palavras...

É através das palavras que encontramos significado para a vida. São as palavras que nos ensinam  a amar e ser amado. Com as palavras.... Vivemos.

Palavras que expressam sentimentos, desejos, sonhos vividos e lembrados.

Quem nunca ouviu uma palavra de amor? Quem nunca sentiu o calor ardente das palavras?

“Amor!” Palavra que exprime um bonito sentimento até no mais arredio coração. Amor! Sentimento que, às vezes, não é decifrado por todos.

Palavras... Palavras... Frases bonitas que inspiraram os poetas. Palavras que conquistaram muitos corações.

Palavras vivas, palavras belas, palavras sinceras, palavras de louvor e palavras de gratidão.

Quem não as gosta de ouvir?

De todas as palavras que falaram ao coração do poeta, há apenas uma que ele cantou com tristeza: “Adeus”.

Que esta palavra “ ...... ” não faça parte dos que amam. Mas se ela insistir em aparecer, não faça caso dela. É apenas mais uma entre tantas outras que com o tempo será esquecida.

Palavras... Palavras... São apenas palavras.

Palavras que vêm..., palavras que ficam..., palavras que vão....

Somente uma permanecerá para sempre: “AMOR”

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.” João 3:16

Tudo Passa. Mas o amor será eterno.


Prof. Brasília-DF


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O professor

Certa vez um aluno perguntou ao seu professor por que ele era tão exigente em suas aulas.

O professor fez um breve momento de reflexão, e, após uns poucos instantes, devolveu a pergunta ao aluno:

Por que você é tão questionador em nossas aulas?

Dessa vez, foi o aluno que fez uma pequena pausa para responder. Mas bem decidido, respondeu ao seu professor:

Ah! Professor, talvez porque aprendi que uma pessoa que faz perguntas aprende mais.

E você se considera um aluno que tem sempre aprendido um pouco mais – pergunta-lhe o professor.

Talvez sim, professor. Penso que todos os dias tenho aprendido um pouco mais.

Muito bem, e a quem ou a que você atribui o seu sucesso na escola?

Ah! Primeiramente, ao incentivo de meus pais e a implicância deles comigo para que todos os dias eu vá à escola. Depois, porque, apesar de muitas vezes ficar zangado com eles por essa insistência de eu ir à escola, entendi que é na escola que eu posso pensar em ter um futuro profissional de sucesso.

Percebe-se que você é um garoto inteligente e que formula bem o seu pensamento. Você fala muito bem, sabia?

Ah! Obrigado professor!
Você gosta de ler?
Se gosto de ler...!? Eu devoro livros!
E qual a disciplina de que mais você gosta?

Professor, não sei dizer exatamente, mas de uma coisa eu sei: quando me sinto desafiado, aí eu dou tudo de mim e, ainda que eu não goste muito da disciplina, e não vá muito com a cara do professor, eu tento mostrar, primeiramente para mim, que sou capaz de sempre ir mais além. Depois, para que os outros também reconheçam o meu valor. Se outros conseguiram, por que eu não posso também conseguir?

Meu rapaz, agora vou lhe responder a sua pergunta inicial: por que sou tão exigente em minhas aulas.

Primeiro, porque acredito no potencial de meus alunos. Segundo, porque tenho compromisso com a educação de minha gente, pois também sou o responsável direto ou indireto pelo sucesso ou fracasso desta nação. De modo, que, acreditando em meu aluno e cobrando dele sua responsabilidade, não somente contribuo para o seu progresso, como também estou contribuindo para o desenvolvimento do país. Afinal, você hoje de 13, 14, 15 anos de idade, de uma maneira ou de outra, é quem vai conduzir esse imenso país daqui a alguns anos. Se até lá, você estiver bem preparado, talvez tenhamos um nação ordeira, sustentável e progressista.

Poxa, professor! Assim o senhor está colocando uma carga muito pesada sobre nossos ombros. Veja, só tenho 13 anos. Não tenho que ficar me preocupando com coisas de adultos...

De fato, meu pequeno jovem... – interrompe o professor – hoje, a responsabilidade é nossa: nós, que fazemos a sua escola, seus pais, os adultos de hoje. Cabe a nós esta honrosa missão, muitas vezes árdua, de ensinar as nossas crianças e adolescentes valores éticos e morais que os ajudem a crescer com dignidade e respeito, para que, no futuro, possam dirigir essa nação com hombridade.

“Hom bri da de”! Que palavra é essa, professor?
Hombridade significa:  Dignidade, nobreza de caráter..., Altivez louvável.

 É, professor, é difícil para nós, entender tudo isso. Afinal, o que queremos mesmo é ser livres. Ter o direito de escolhas. Ser o dono de nossas ações. Por outro lado, reconhecemos que tudo o que fizermos agora vai refletir em nossa vida mais à frente.

Meu caro menino, você agora falou como pessoa adulta! Talvez assim agora fique mais fácil para que eu possa fazer que você e seus colegas aqui presentes possam entender o porquê de nossa exigência. Ainda que hoje o aluno nos ache “chatos”, nossa esperança é que no futuro ele possa compreender o porquê de tudo isso.

Ei professor, esse porquê que o senhor usou é junto e com acento, não é isso?

Muito bem, Romualdo, acertou na mosca!

E a aula prossegue...





Rivaldo Neri – graduado em Letras, com pós-graduação em Docência do Ensino Superior, professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e cursando o 10º semestre do curso de Psicologia. Exerceu a profissão de radialista de 1985 a 2000.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Tempo*


O homem não conhece o seu tempo determinado...
Todos vivemos apressadamente em nossos dias. Muitos são os motivos para tanta pressa. Mas será se vale a pena correr tanto para chegar a lugar nenhum? Leia o poema abaixo e reflita:

Conta e tempo

Deus pede estrita conta de meu tempoE eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta;Mas como dar, sem tempo, tanta conta,Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?Para dar minha conta feita a tempo,O tempo me foi dado e não fiz conta;Não quis, sobrando tempo, fazer conta,Hoje quero acertar conta e não há tempo.Ó vos que tendes tempo sem ter conta,Não gasteis o vosso tempo em passa-tempo;Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,Quando o tempo chegar de prestar conta,Chorarão, como eu, o não ter tempo.



Muitos de nós somos desafiados a viver uma vida agitada. Talvez motivados pela própria aceleração do progresso. Todavia, é importante pensarmos no que de fato é valioso para nós. Não vale a pena gastar nossas energias em coisas fúteis. Estas podem até parecerem atraentes, mas com certeza, não nos levarão a uma vida proveitosa.

Convido você, caro(a) amigo(a), a meditar nesta palavra extraída da Bíblia Sagrada do livro de Eclesiastes, cap. 3, vv. 9-15:

Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?Vi o trabalho que Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir. Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim. Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele. O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou.
Se desejar, leia todo o capítulo 3 de Eclesiastes, pode ter certeza de que você será mui edificado.

Agora convido você a assistir a esse lindo testemunho de amor e fé em Jesus Cristo:


·         * Convido a que leia esse post do amigo e professor Saulo, “O Tempo” 


domingo, 24 de janeiro de 2016

AMOR

Era uma escola conhecida por a grande violência que lá existia. Nessa escola havia um jovem muito dedicado, que, não tendo outra escolha, tinha de estudar ali. Seus pais não tinham condições financeiras de colocá-lo em uma escola particular. Mas para esse aluno, tudo bem. Ele queria mesmo era estudar.


Acontece que esse garoto era muito perseguido. E sabem qual o motivo dessa perseguição? Simplesmente porque gostava de estudar. Era esforçado.
Certo dia, alguns colegas de classe resolveram “tirar uma onda”, na linguagem deles, com o aluno que gostava de estudar.

No intervalo, reuniram um grupo de aproximadamente 14 meninos, sendo que três tomaram a frente, e espancaram muito aquele garoto. 

Espancaram tanto que o pobre rapaz fora hospitalizado. No hospital, sua mãe clamava muito: "Meu Deus, ajude o meu menino. Não o deixe morrer".

Pela graça de Deus, aquele bom menino se recuperou. Depois de alguns dias, com a mesma determinação, voltou para a escola.

No primeiro dia, após sua volta, alguns outros alunos, indignados com o que lhe acontecera, disseram: Você sabe quem lhe bateu? – Sim, jamais me esquecerei. – Então vamos pegar eles agora e dar-lhes uma tremenda surra. Vamos vingar o que eles lhes fizeram.

O jovem rapaz até que, por um breve momento, sentiu o desejo de aceitar a ajuda de vingança. Mas uma voz no fundo de seu coração lhe dizia: “Não, entrega isso a Deus”.

Assim, aquele bom rapaz fez. Agradeço-lhes a ajuda, meus amigos! Mas creio que essa não é a melhor coisa  a ser feita. Violência sempre vai gerar mais violência. Muito obrigado! Farei diferente.

Após alguns dias, esse jovem deliberadamente resolveu criar um grupo para uma atividade de “Não a violência na escola”. A princípio, poucos alunos se juntaram a ele. Mas ele continuou seu trabalho persistentemente.

Os dias foram se passando, e outros alunos foram se juntando ao pequeno grupo. Já não eram apenas cinco pessoas, mas agora já passava de 15 alunos com o mesmo objetivo.

Aos poucos aquele grupo foi contagiando além dos alunos, professores, servidores, diretores, e muito mais alunos. Agora o grupo já contava com cerca de 150 pessoas diretamente envolvidas.

Mas o mais importante ainda estaria por vir. Certo dia, um aluno que era extremamente violento resolveu que também faria parte daquele grupo. Vocês até já podem imaginar quem seria esse aluno. Isso mesmo, o aluno que primeiro lhe desferiu um soco quando o líder desse grupo de Não a violência sofrera aqueles maus tratos.

O aluno chegou muito envergonhado ao grupo. Cabisbaixo, ele disse: “Sinto-me muito envergonhado. Eu agi como um louco. Obrigado por não ter me delatado ao diretor. Por favor, deixe-me fazer parte desse grupo”. O jovem garoto de bom coração o aceitou prontamente.

A grande moral dessa história é que o perdão e o amor são as melhores armas para vencermos os nossos inimigos. Esse garoto foi extraordinário. Com muita dignidade, humildade e amor ao semelhante, ele conseguiu uma verdadeira transformação naquela escola.

Hoje a realidade daquele Centro de Ensino é outra. Tudo isso porque alguém amou ao próximo.

Um grande abraço!


Professor Rivaldo Neri

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O DESAFIO

Em nosso texto de hoje, reproduzo uma pequena reflexão que compartilhei com meus alunos:

Centro de Ensino Médio 03 do Gama – CEM 03 – Ano letivo de 2011.
Disciplina: Língua Portuguesa – Professor Rivaldo Neri

Uma mensagem a você: Eu tenho um sonho!

                Todos nós sempre sonhamos e desejamos que as boas coisas nos acontecessem. Isso é muito bom. Sonhar com coisas boas acontecendo a todo instante, creio ser o pedido de cada um de nós.

                No entanto, permita-me fazer-lhe uma pergunta: O que você tem feito para alcançar suas metas, seus objetivos na vida?

                É certo que se nós plantarmos uma boa semente no terreno fértil da vida, com certeza, essa semente germinará e nos proporcionará bons frutos.

                Vamos fazer a diferença neste ano?

                Eu tenho uma proposta e um desafio para você. Minha proposta é bastante ousada. Mas eu acredito em mim, e em você também.

               Eis, portanto, a minha proposta:

                Quero ser o melhor professor de português que você já teve. Em contrapartida, eu também quero que você seja o melhor aluno que eu já tive. Juntos, havermos de vencer este desafio. Eis o meu sonho.


Um abraço!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

DETERMINAÇÃO

Que seria uma pessoa determinada? Não tenho dúvida de que uma pessoa com determinação sabe exatamente o que quer, qual o seu objetivo e o que fará para atingir suas metas.

Por outro lado, uma pessoa com pouca autoestima não encontra forças suficientes para tomar resoluções difíceis que exijam entusiasmo, coragem e muita determinação.


Você é uma pessoa determinada?

“Se projetas alguma coisa, ela te sairá bem, e a luz brilhará em teu caminho” (Bíblia Sagrada – Livro de Jó 22.28)
Ser determinado é ter a certeza de um direcionamento a seguir. A pessoa determinada acredita em si e está disposta a ir à luta, com força e uma vontade inquestionável de vencer. Na verdade, esta pessoa encontra-se verdadeiramente motivada e é alimentada por uma energia inesgotável. Ela sabe aonde deseja chegar.
 Nelson Mandela
Entretanto, não queira pensar que uma pessoa determinada nasce do acaso. Ser ou tornar-se em uma pessoa determinada é construir, com esforço, uma jornada de vida que vença nossos medos e limitações.

Se você não estabelece uma rota a seguir, não definiu objetivos claros, não tem uma meta, dificilmente pode ser uma pessoa com determinação. Não basta dizer a nós mesmos: quero sucesso! Quero ser feliz!

É preciso mais que isso. Se você deseja almejar o verdadeiro sucesso, primeiramente saiba exatamente o que quer. Depois, crie estratégias a partir de metas e objetivos bem definidos. E, assim, creia que é capaz de atingir o sucesso.

Em suma, não há segredo para ser uma pessoa determinada. A única coisa necessária é construir dentro de si mesmo um espírito confiante, ir à luta na certeza de que tudo vai dar certo, e, ao final, atingir-se-á o alvo almejado e planejado.

Quando quiseres alguma coisa creia primeiro em seu coração.

Por isso, vos digo: “que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, será assim convosco”(Mc 11: 24).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

RESOLUÇÃO

Em pesquisa ao Google, encontramos para “resolução: 1. meio pelo qual se decide um caso duvidoso, uma questão. 2. capacidade de decidir; expediente."

Em nosso artigo de hoje queremos ficar apenas com o vocábulo “decidir” para falarmos sobre resolução. Uma pessoa de decisões resolutas talvez seja a peça fundamental que torna um empreendimento bem sucedido. São pessoas assim que impulsionam a empresa, fazendo que esta cresça em metas todos os dias.

Conta-se um fato de um funcionário que há quase 20 anos prestava serviços a uma empresa. Funcionário sério, bem dedicado e, por isso mesmo, julgou em seu coração que deveria ir ter com o patrão e pedir-lhe um aumento. E foi o que fez: chegou ao patrão questionando-lhe sobre seus ganhos. E este funcionário o interpelou assim:

- Patrão, há muito trabalho para o senhor, tenho me esforçado o bastante, tenho dedicado toda a minha vida a esta empresa, de modo que me sinto injustiçado. A razão é que há outro funcionário com três anos somente aqui e está ganhando mais do que eu.

O patrão, bastante atencioso, disse-lhe: Olha, que bom que você veio aqui! Sabe, tenho um problema e gostaria muito que você me ajudasse. Por favor, estou querendo oferecer frutas para o pessoal hoje após o almoço e gostaria que você verificasse aqui ao lado se eles têm abacaxi. E aí depois falaremos sobre seu assunto. Pode ser?

- Claro, patrão! E lá se foi o funcionário fazer o que lhe fora solicitado.

Ao retornar, o patrão lhe pergunta: 

- E então, encontrou?
- Sim, o moço tem abacaxi.
- E quanto custa?
- Ah! Isso não verifiquei!
- Eles têm em quantidade suficiente?
- Também não verifiquei isso!
- Há outra fruta que possa substituir o abacaxi?
- Não, não sei!
- Tudo bem! Aguarde-me só mais um instante e daqui a pouco falaremos sobre seu assunto.

Nisso, o patrão pediu ao outro funcionário que fizesse a mesma coisa, tal como havia designado ao primeiro. Este, ao retornar, o patrão pergunta-lhe:

- E então, meu jovem, eles têm abacaxi?
- Sim, senhor! Inclusive, em grande quantidade. E se o senhor preferir, eles têm também laranja, banana e mamão. O abacaxi está a 1,50 reais cada, a banana e o mamão, a um real, o quilo. Sim, e a laranja, 20 reais o cento, já descascadas. Ah! Mas como disse que a compra seria em grande quantidade, eles ofereceram um desconto de 15%. Então, aproveitei e já deixei reservado. Conforme for a sua decisão, volto lá e confirmo a compra.

Agradecendo as informações, o patrão dispensou o funcionário e voltou-se para o outro que desejava um aumento e perguntou-lhe:

- O que era mesmo que você queria?
- Nada não, patrão. Pode esquecer! Muito obrigado. E então deixou a sala.

Sem sombras de dúvidas, as pessoas resolutas agem sem demora. Tomam as decisões na hora certa. Veja que o primeiro funcionário não demonstrou espírito de decisão. Aprendeu a fazer apenas o que lhe é solicitado. Não tem iniciativa. Não tem poder de decisão.

Já o segundo, mostrou-se mais empreendedor. Não esperou que o patrão lhe desse novas ordens, mas, decididamente, procurou investigar o que seria o melhor para a empresa naquele momento.

Assim é nossa vida. Há momentos que precisamos saber decidir. Às vezes, não teremos tempo suficiente para pensar e planejar, mas precisamos agir.


Finalizo este artigo com o episódio da independência do Brasil. Dom Pedro I estava diante de uma grande decisão a ser tomada. Ele precisava, com bravura, ter um espírito resoluto. Era necessário e urgente dar aquele grito de liberdade. A nação não poderia esperar. O povo estava em primeiro lugar. Só lhe restava, portanto, como um príncipe destemido, naquele exato momento, naquelas circunstâncias, bradar o grito de liberdade: Independência ou morte!

Um grande abraço!

Professor Rivaldo Neri

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Visitando o Wikipédia, temos para ressignificação o método utilizado em neurolingüística para fazer que pessoas possam atribuir novo significado a acontecimentos através da mudança de sua visão de mundo.
Nossa palavra-chave de hoje: ressignificação
Em conversa com o amigo psicólogo, Jair Melo, ele observou que ressignificar em psicanálise seria “quando o indivíduo tem insights acerca da sua construção e, quando este enfrenta problemas, esses insights o levam a desconstruir aqueles valores e sentimentos, de modo que lhe possibilitam uma nova construção para esses sentimentos, para esses momentos de “angústia” e, assim, enfrentar as adversidades, os obstáculos que estão diante dele. Então, ressignificar seria isso. E por meio do processo terapêutico e o momento de escuta e da fala, ele pode vislumbrar novas situações para que ele possa se sobressair das angústias e sofrimentos pelos os quais está passando”.

Seguindo outra linha da psicologia, a Cognitiva Comportamental, temos por ressignificar o processo pelo qual é possível filtrar os eventos em nosso dia a dia, buscando-se, dessa forma, dar uma nova percepção ao que nos acontece.

Em outras palavras, quando nos possibilitamos modificar a maneira como percebemos as coisas, consequentemente, também somos levados a mudar a nossa maneira de agir.

Esse processo nos ajuda a sentir novas emoções em relação aos fatos da vida. Quando somos impulsionados a ver por outro ângulo, com outro ponto de vista, passamos, então, a considerar outros fatores que, até então, não eram percebidos.

A terapia Cognitiva Comportamental parte do pressuposto de que na inter-relação entre cognição, emoção e comportamento encontra-se a compreensão do funcionamento normal do ser humano. Assim, um dos objetivos da TCC é a correção dos pensamentos disfuncionais.

Na TCC busca-se identificar e avaliar as crenças nucleares. Essas crenças são as nossas ideias e conceitos enraizados e fundamentais acerca do que acreditamos e que moldam nosso comportamento.


Assim Ressignificar, em um conceito simples, é um processo orientado em que, a partir de novas percepções, somos levados a desenvolver nossa capacidade de compreender as circunstâncias da vida de maneira mais racional e menos emotiva.
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Um grande abraço para você, e até o nosso próximo post. Se Deus assim nos permitir, amanhã, falaremos sobre 'resolução"

Professor Rivaldo Neri